
Na última terça-feira (03) a maioria dos vereadores aprovaram o Projeto de Lei Nº44/2026, que dentre suas implicações, aumenta a área onde possam existir atividades comerciais no Sítio Histórico de Olinda.
E caso a prefeita Mirella Almeida (PSD) sancione a legislação, locais como as praças, do Carmo e Dantas Barreto e as ruas do Sol, do Bonfim e João Alfredo, além do entorno do Forte de São Francisco, poderão ser espaços para a abertura de bares, restaurantes e casas de shows, mesmo sendo esses espaços, áreas de moradia.
A medida, embora aprovada, não gerou convencimento para muitos moradores da localidade, que enxerga a situação como algo grave e danoso, sobretudo para o patrimônio histórico e para o sossego das famílias residentes no sítio histórico.
De um lado, temos a opinião dos comerciantes, artistas e trabalhadores da cultura, que percebem o sítio histórico como um importante espaço para desenvolverem a economia criativa, o turismo, a gastronomia e o lazer na cidade.
Doutra banda, os moradores, que não gostaram da escolha da maioria dos vereadores. No entanto, apenas dois parlamentares se posicionaram contra a legislação, Eugênia Lima (PT) e Vladimir Labanca (PV), ambos alegam que o projeto de lei apreciado na última sessão, detém vícios de constitucionalidade, não podendo assim, se tornar uma lei municipal.
O impasse então permanece, e a tendência de uma judicialização tem sido debatida pelos contrários a lei.





