
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Olinda (CMDO), Geziel Bezerra, manifestou repúdio à expressão “nove dedos”, utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial exibido pela TV Globo, na noite da sexta-feira (23).
A declaração foi dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho aos 17 anos, quando atuava como metalúrgico. Após a repercussão da fala, Flávio Bolsonaro pediu desculpas.
Para Geziel Bezerra, o episódio reforça a necessidade de combater o capacitismo, preconceito que se manifesta por meio de atitudes e expressões que desqualificam ou discriminam pessoas com deficiência.
“Considero inaceitável que uma característica física seja utilizada para desqualificar alguém no debate político. A deficiência não pode ser motivo de deboche, constrangimento ou humilhação. Respeito não deve depender de posição política, partido ou ideologia”, afirmou o presidente do conselho.
Pessoa com deficiência e militante da causa, Geziel também destacou a responsabilidade de lideranças políticas na promoção do respeito às diferenças, da inclusão e dos direitos humanos.
O presidente do CMDO defendeu ainda que a sociedade acompanhe o posicionamento de candidatos e representantes públicos em relação às políticas de inclusão e à igualdade de oportunidades.
“Nosso compromisso é com a dignidade humana, o respeito às diferenças e a defesa dos direitos de milhões de brasileiros com deficiência. Não podemos naturalizar expressões que transformem características físicas em instrumentos de ataque”, declarou.
“Capacitismo não é brincadeira. Respeito não é favor, é direito!”, concluiu.





