
No dinâmico xadrez político de Pernambuco, a consolidação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) redefiniu o peso relativo das siglas partidárias e alçando o Partido Verde a uma posição de centralidade estratégica.
E visto as movimentações políticas, o PV emergiu no estado sustentado por um ecossistema eleitoral robusto que combina, de forma complementar, a densidade institucional do mandato federal e a tração orgânica de bases regionais.
No epicentro dessa engrenagem, destacam-se, o deputado federal Clodoaldo Magalhães e o deputado estadual Dr. Gilmar Júnior — lideranças cujos desempenhos converteram a sigla em um fiel da balança de alto valor competitivo.
Clodoaldo Magalhães representa a vertente de articulação pragmática e trânsito institucional do partido. Presidente do diretório estadual do PV e o primeiro deputado federal eleito pela legenda na história pernambucana, Magalhães acumula a bagagem de quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa (Alepe) e, em Brasília, ascendeu à presidência da Comissão de Defesa do Consumidor e à vice-liderança da Federação na Câmara.
Seu perfil combina a capacidade de irrigação orçamentária para municípios do interior — com forte direcionamento de emendas para a atenção primária e hospitalar do SUS — ao domínio das negociações de bastidor, garantindo estabilidade e peso político ao partido diante das hegemonias tradicionais da esquerda e do centro-esquerda.
Na outra ponta da federação, temos o deputado estadual Dr. Gilmar Júnior que se destaca pela sua capacidade de mobilização, crítica e formulação política. Presidente licenciado do Conselho Regional de Enfermagem (Coren Pernambuco) e projetado pelo movimento “Enfermagem na Rua”, o parlamentar estreou no legislativo estadual em 2022 com mais de 6o mil votos.
Na Alepe, consolidou seu mandato ao criar e coordenar a Frente Parlamentar em Defesa dos Profissionais de Enfermagem, atuando de forma incisiva na fiscalização dos serviços de saúde e na articulação pelo cumprimento do Piso Salarial da categoria.
A simbiose entre as duas lideranças concede ao Partido Verde uma dupla tração: enquanto Clodoaldo assegura presença de bancada nacional e controle partidário, Gilmar Júnior injeta energia militante e ocupação de plenário. Essa divisão de papéis permite ao PV protagonizar em espaços decisórios estratégicos.
E frente aos panoramas eleitorais, a dobradinha demonstra o crescimento da legenda em no estado, sendo um produto, principalmente a estratégias balanceadas entre a diplomacia política de bastidor e forte apelo de massa nas urnas.





