
Neste último domingo (30), a circulação de cartazes apócrifos espalhados pelas ruas da capital pernambucana, atacando a moral e a honra da governadora e candidata a reeleição, Raquel Lyra (PSD) provocou uma onda de repúdio no campo político.
O material espalhado fazia citação a trágica morte do marido da governadora, ocorrida em 2022, nas vésperas do primeiro turno das eleições daquele ano.
Visivelmente abalada, Raquel pronunciou-se sobre o fato nas redes sociais, pedindo respeito à memória do seu falecido cônjuge e aos seus filhos. “Pude ver de perto a crueldade de quem não tem limites. Respeite minha família, respeite meus filhos, respeite minha dor”, declarou a governadora, cuja equipe acionou as autoridades policiais e a Justiça Eleitoral para investigar e identificar os responsáveis pela ação.
A gravidade do episódio resultou em uma unânime convergência de solidariedade entre aliados e opositores. O ex-prefeito do Recife, e principal adversário de Raquel na disputa, João Campos (PSB), repudiou a ação, acionou a Justiça contra ilações que tentem vincular sua campanha ao ato e relembrou a dor pessoal da perda de seu pai, Eduardo Campos, durante a eleição de 2014. “Nós sabemos a dor que isso representa para uma família. Não admito que a minha família ou a dela seja atacada ou utilizada como instrumento de disputa eleitoral. Isso é desumano e inaceitável”, afirmou.
Tal reação contrária aos ataques, ultrapassou divergências ideológicas e uniu nomes de relevância na política per como os senadores Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT) que condenaram a escalada de agressões, classificando o ato como “vil e desumano”.
Já o candidato ao governo Ivan Moraes (PSOL) cobrou investigação exemplar da polícia.
A vice-governadora Priscila Krause (PSD) também expressou indignação, acompanhada pelos aliados politicos, como os deputados Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD).
E visto a seriedade do caso, é fundamental que a sociedade pernambucana reconheça a postura firme dos aliados e adversários de Raquel Lyra, estabelecendo em seus discursos o devido limite ético, seja no jogo político, seja no contexto eleitoral, sinalizando assim, que a apocrifidade e a agressão familiar não serão toleradas como expediente de campanha.





