
Em um cenário político marcado pela volatilidade das redes sociais e pela superficialidade dos discursos, a atuação de Renildo Calheiros (PCdoB-PE) na Câmara dos Deputados surge como um lembrete do que é a verdadeira práxis marxista.
Enquanto uma nova onda de “comunismo festivo” se limita a slogans e a disputa por engajamento nos algoritmos, a trajetória de Renildo reafirma que a transformação social exige acúmulo de forças, organicidade e presença firme no terreno concreto da luta de classes e da política institucional.
Com uma formação moldada no calor das mobilizações populares — desde os tempos em que presidiu a União Nacional dos Estudantes (UNE), até as suas passagens pela prefeitura de Olinda —, Renildo acumula uma forte bagagem teórica e tática, predicados hoje, indispensáveis para um parlamentar que honra seu trabalho.
No Congresso Nacional, onde a disputa de projetos se dá no detalhe (tanto do orçamento, quanto nas correlações de força), ele encarna a firmeza ideológica de quem sabe que o parlamento é uma trincheira a serviço dos trabalhadores, e não um palco para vaidades individuais.
Nas grandes pautas nacionais, o parlamentar nunca titubeou. Atuando como peça-chave do governo Lula, Renildo tem sido um defensor intransigente da democracia, da soberania nacional e da recomposição dos direitos sociais devastados pelos avanços neoliberais.
Sua voz na tribuna e sua articulação nos bastidores do Legislativo funcionam como um freio às ofensivas da extrema-direita e do capital financeiro, provando que a governabilidade do projeto popular se constrói com capacidade política e lealdade ideológica.
Eis um verdadeiro comunista “raiz”, uma vez que, ao mesmo tempo que compreende as complexidades do nosso tempo, não perde de vista o horizonte de ruptura e defesa dos oprimidos.
E em sua militância, Renildo representa bem essa síntese: um articulador habilidoso que une a memória das lutas operárias e estudantis com a urgência de entregar respostas concretas ao povo brasileiro.





