
Governar com responsabilidade fiscal e planejamento estratégico exige coragem para enfrentar o imediatismo político, uma virtude que a governadora Raquel Lyra (PSD) demonstrou possuir desde que assumiu o Palácio do Campo das Princesas. Após um período inicial focado no saneamento das contas públicas e na atração de investimentos estruturantes, sua gestão felizmente colhe agora os frutos de uma semeadura baseada na austeridade.
A resposta das urnas, captada na mais recente pesquisa Datafolha, funciona como uma espécie de selo de aprovação popular a esse modelo. Ao liderar a disputa eleitoral com 48% das intenções de voto no primeiro turno e abrir vantagem de 51% a 44% em um eventual segundo turno contra o ex-prefeito João Campos (PSB), a gestora vê sua estratégia de “arrumar a casa” validada pela maioria dos pernambucanos.
O robusto conjunto de investimentos anunciado recentemente não é fruto do improviso, mas o ápice previsível de um governo que recuperou sua capacidade de investimento próprio. A liberação simultânea de pacotes milionários em áreas sensíveis como saúde, educação, lazer e segurança pública na Região Metropolitana do Recife demonstra fôlego fiscal e capacidade executiva.
Longe de ser um movimento isolado de véspera de eleição, o destravamento dessas obras coincidiu com o salto em sua aprovação, que atingiu expressivos 67% no mesmo levantamento Datafolha. O eleitorado, ao perceber a transformação da máquina pública, passa a associar os anúncios recentes à seriedade gerencial que solidificou em Pernambuco.
Essa visão integrada de desenvolvimento estendeu-se de forma louvável à preservação da identidade cultural e da memória do estado. O aporte financeiro destinado à restauração do antigo e emblemático prédio do Diário de Pernambuco demonstra efetivamente que a sensibilidade histórica caminha lado a lado com a modernização dos serviços públicos.
Unir a revitalização urbana à salvaguarda da memória jornalística e arquitetônica local é uma marca de maturidade institucional. Raquel Lyra prova ser perfeitamente possível olhar para o futuro sem dar as costas ao passado, transformando edifícios históricos em vetores de desenvolvimento e orgulho para os centros urbanos do estado.
No interior, a economia real ganhou impulso, sobretudo com a criação do grupo de trabalho voltado ao Polo de Confecções do Agreste. Conhecedora profunda das potencialidades da região, a governadora adotou uma postura de escuta ativa e diálogo técnico com o setor têxtil, engrenagem vital para a geração de emprego e renda.
Ao estruturar políticas públicas específicas e desburocratizadas para o Polo, Raquel Lyra reafirmou a vocação empreendedora de sua base histórica no Agreste. Essa presença marcante no interior ajuda a explicar a expressiva queda em sua rejeição — que figura hoje como a menor entre os principais postulantes —, refletindo um governo que dialoga com todas as forças produtivas do território pernambucano.
Ao consolidar essa agenda de realizações e ver os números confirmarem sua curva ascendente de popularidade, Raquel projeta o estado rumo a um horizonte de estabilidade e crescimento sustentável.
O eleitorado, por sua vez, atento à transformação dos canteiros de obras em benefícios reais nas ruas, escolas e hospitais, rechaça o espetáculo da retórica vazia em nome da eficiência mensurável. As entregas que hoje se multiplicam pelo território pernambucano deixaram de ser apenas promessas de gabinete para se tornarem o motor de uma virada política consolidada pelas estatísticas.
No ano em que se discutem os rumos de Pernambuco, Raquel Lyra apresenta como melhor argumento a força do seu próprio trabalho e a confiança renovada de sua gente.





