
Mesmo sendo aguardado pelos eleitores, sobretudo os que estão indecisos, o debate promovido pela rede Banderantes com os candidatos, Lula (PT) e Flávio Bossonaro (PL), além de não superar as expectativas da audiência, recebeu críticas de diversos analistas, limitando-se apenas como mais um expediente eleitoral construído para “alimentar as bolhas” particulares dos presidenciáveis.
Foi de fato algo que o país não esperava ver, um debate frágil, apequenado e desprovidos de propostas e dados concretos. Porém, no quesito, ataques mútuos, acusações e provocações, as discussões entre Bolsonaro e Lula bateram o recorde, já sendo um exímio exemplo de “não-ser” para os próximos epísódios eleitorais do país.
Temas fundamentais para o futuro do país, como educação, saúde, desenvolvimento econômico e segurança pública, acabaram ofuscados por embates pessoais e acusações que, em muitos momentos, ficaram sem respostas objetivas. O resultado foi um debate pouco esclarecedor, especialmente para quem ainda está indeciso e busca informações para definir seu voto no próximo domingo.
Um dos momentos em que o debate ganhou algum conteúdo programático ocorreu durante as perguntas dos entrevistadores. Ao abordar a segurança pública, Lula destacou o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), enquanto Flávio Bolsonaro defendeu medidas como a redução da maioridade penal e chegou a mencionar a castração química.
No confronto direto entre os candidatos, porém, o debate atingiu seu pior momento. A troca de acusações e a falta de respostas consistentes a questões relevantes para o país deixaram um vazio justamente onde deveria haver explicações, compromissos e propostas capazes de diferenciar os dois projetos políticos.
Ao final, ficou a sensação de que o Brasil recebeu menos do que merecia. Em um país de dimensões continentais, com profundas desigualdades sociais e desafios históricos, o eleitor precisava de um debate à altura da importância da escolha que fará nas urnas.





