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    Em Olinda, conselheiros reclamam pelo não funcionamento do Conselho dos Direitos da Pessoa com Deficiência

    Alguns membros do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência tem externado grande preocupação, em virtude do não funcionamento do órgão institucional. De acordo com os relatos, o colegiado não se reúne há quatro meses, e não por falta de pautas, mas pela debilidade no suporte mínimo necessário da prefeitura de Olinda, para que assim, as reuniões ordinárias aconteçam.

    O Diário de Olinda recebeu algumas denúncias, sobretudo feitas pelos representantes da sociedade civil, que estão cobrando providências urgentes da prefeita Mirella Almeida (PSD).

    O conselho da pessoa com deficiência é um espaço colegiado de forte relevância para a garantia de construções de políticas e de controle social na cidade, visando sobretudo, a inclusão e a legítima defesa dos direitos das pessoas com deficiência no município.

    Contudo, o órgão não tem funcionado regularmente e as pautas do setor tem sido preterida. De acordo com a conselheira Claudia Abreu, a falta de uma secretaria executiva voltada às pessoas com deficiência tem sido um forte entrave, principalmente para dar o devido suporte administrativo ao colegiado.

    Segundo Claudia, “a ausência desse suporte compromete diretamente o exercício do controle social e a participação das pessoas com deficiência na formulação, acompanhamento e fiscalização das políticas públicas municipais”.

    Já a conselheira Dani Ramos também tem apresentado preocupações acerca do fato. Segundo ela, “é lamentável chegarmos ao mês de agosto, quando ampliamos a mobilização em defesa dos direitos das pessoas com deficiência, com o Conselho Municipal paralisado”.

    A conselheira frisou o mês de agosto, justamente por ser o período que acontecem em todo Brasil, diversas ações de mobilização e conscientização em defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

    Por fim, o conselheiro José Roberto Santos também lamenta pelo engessamento do conselho, que para ele, “é um instrumento fundamental de participação popular e controle social. Não se trata de um favor da administração pública, mas de garantir o funcionamento de uma estrutura prevista em lei. A prefeitura precisa respeitar as pessoas com deficiência de Olinda e assegurar que o Conselho cumpra sua função”.

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