
No cenário político de Olinda, o xadrez eleitoral para o governo de Pernambuco tende a dividir, hegemonicamente, o eleitorado nos palanques de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB).
E dentro dessa disputa, temos o presidente da Câmara, Saulo Holanda (MDB), posicionado como um dos principais entusiastas da candidatura do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). E a prefeita Mirella Almeida (PSD) que tem alinhado sua gestão como uma trincheira de apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).
No legislativo, Saulo Holanda tem exercido a presidência da Casa Bernardo Vieira de Melo mantendo o equilíbrio institucional e assegurando o respeito à pluralidade partidária entre os pares.
Contudo, fora do plenário, sua movimentação política é firme. Além de apoiar o projeto proporcional de Batista Cabral para as eleições rumo a Alepe, Saulo foi o anfitrião de João Campos na recente caminhada pela feira de Rio Doce, no último sábado (08), articulando a aproximação do socialista com comerciantes e moradores locais.
Em contrapartida, o executivo municipal caminha em sintonia total com o Palácio do Campo das Princesas. A prefeita Mirella tem estreitado laços com Raquel Lyra em uma sucessão de agendas administrativas e políticas, que incluem desde reuniões com a base de vereadores para garantir convênios e obras de infraestrutura — como as intervenções no Canal do Fragoso e a requalificação de vias — até anúncios de recursos para a saúde.
Paralelamente, Mirella empenha o peso da máquina e do seu grupo na missão de eleger seu padrinho político e ex-prefeito da cidade, Professor Lupércio (PSD), para uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Essa dualidade transforma Olinda em um microcosmo da disputa estadual entre PSB e PSD. Enquanto a prefeita busca transformar as entregas do governo do estado em capital eleitoral para Raquel e Lupércio, o presidente da Câmara trabalha para consolidar a presença de João Campos entre o eleitorado olindense.





