
Na última segunda-feira (30), reunidas na Câmara de Vereadores, várias mulheres e representantes dos movimentos sociais foram mobilizadas pela vereadora Eugênia Lima (PT), em uma audiência pública, visando debater e cobrar mais efetividade do poder público, no combate ao feminicídio e a violência.
Na ocasião, além da sociedade civil organizada, estiveram presentes nas discussões, a secretária municipal da mulher, Juliana Magalhães; a secretária municipal de saúde, Daniele Uchôa; a secretária municipal de desenvolvimento social e direitos humanos, Ana Rodrigues; a delegada da mulher, Nívea Lima; a promotora de justiça, Mayza Oliveira; e a assistente social e coordenadora do Coletivo Mulher Viva, Rosana França.
E frente as discussões, as convidadas apresentaram dados acerca das políticas voltadas às mulheres em Olinda, bem como os números de casos de feminicídios na cidade e no estado.
E frente as informações trazidas, as participantes da audiência puderam ver o quanto persiste o desafio de uma construção de uma política pública voltada às mulheres, mais ampla, efetiva e, sobretudo, com orçamento previsto.
E sobre o fato, Eugênia pontuou que na cidade, “o problema não é só falta de política, é falta de execução. O orçamento total de Olinda em 2025 foi de R$ 1,27 bilhão, mas o específico para mulheres foi de apenas R$ 165 mil, o que representa 0,013%. Isso significa que o valor investido foi de R$ 0,87 por mulher olindense. Em 2026, até março, havia R$ 457.442,14 previstos, o que daria R$ 2,41 por mulher ao ano. E o mais grave: a execução no primeiro trimestre de 2026 foi de 0%, sem nenhum valor empenhado, liquidado ou pago”.





